O magnésio é o mineral mais subestimado da prateleira moderna. Participa de mais de 300 reações enzimáticas, regula neurotransmissores, sustenta a contração muscular e modula a resposta ao estresse. Mas a forma química faz toda a diferença na absorção e no efeito clínico.
Por que a forma importa
Óxido de magnésio, comum em farmácia popular, tem biodisponibilidade abaixo de 4%. Já o bisglicinato chega a 80% — e atravessa a barreira hematoencefálica em parte.
“Receitar magnésio sem considerar a forma é como prescrever um antibiótico sem dosagem.”
Dra. Clara Menezes, farmacêutica clínica
As 4 formas que importam
- Bisglicinato — sono, ansiedade, recuperação muscular. Boa tolerância gástrica.
- Treonato — função cognitiva. Atravessa barreira hematoencefálica.
- Dimalato — energia e fadiga crônica. Bom para fibromialgia.
- Citrato — constipação. Efeito laxativo leve.
Como manipular
A fórmula manipulada permite associar a forma certa à dose certa, sem excipientes que prejudicam absorção. Doses entre 200–400 mg de magnésio elemento ao dia, fracionadas, são o padrão da nossa equipe clínica.
Referências
- Schwalfenberg GK. The importance of magnesium in clinical healthcare. Scientifica, 2017.
- Slutsky I et al. Enhancement of learning by elevation of brain magnesium. Neuron, 2010.
